Archive for Julho, 2012

Obrigada

Arrastei-me preguiçosamente até à cidade mais próxima e de regresso a casa, depois de ter ingerido alguma cafeína e apostado no euro milhões, comecei lentamente a acordar e a sonhar que, se bafejada pela sorte, compraria uma “Pão de Forma” e ia correr mundo, sem grandes planos, deixando os dias ao sabor do imprevisto.

Parei na caixa de correio, abri um envelope que a minha amiga Cláudia me tinha enviado e eis o que continha – uma t-shirt com a carrinha dos meus sonhos. Posso não ter a sorte do jogo e até alguns contratempos ao longo da vida, mas tenho uns amigos que me enchem a alma.

ADOREI. Vou dormir com ela e deixar-me guiar pelo GPS dos sonhos.

Os filmes e as pataniscas ( um beijinho à tua mãe) vêm já a seguir.

Aquele abraço, amiga.

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O Haver

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Vinicius de Moraes

Uhmmm…fresquinho!


Go round

We never really grow up, we only learn how to act in public


Devaneios canículares

Os políticos, os prédios feios e as putas tornam-se sempre respeitáveis se viverem muito tempo.


Perigo – cães à solta



Parabéns, ó puto.

Estou à tua espera para darmos umas voltas de bicicleta.


Good friends are hard to find

Juntar os amigos num estar descontraído,

relaxar na esteira, alongar o espreguiçar,

bebericar, rir, conversar

de amores e outras cores, sem pudores, prolongando o serão.

É a água do meu verão.


Parabéns, Irene

Há um mágico
Que não cabe nas tuas mãos,
Trá-lo no peito
Com a força do trovão.
E cada passo
É mais distante do que o que vês,
Talvez bastante,
Talvez discreto
Para mostrar quem tu és.

( P. Abrunhosa)


Que se jodan…

Não somos os Gregos, pois não, nem os Espanhóis.


O cavalo de Turim

Mesmo quando tudo o resto parece que­rer desis­tir, a vida continua a acon­tecer – dia após dia, nos espa­ços minús­cu­los dei­xa­dos pela rotina, onde resta a obs­ti­na­ção, a per­sis­tên­cia do homem que acre­dita sem­pre que vai con­se­guir che­gar mais longe, viver mais um dia.

Uma das últi­mas e raras fra­ses do pai para a filha é para dizer: “ama­nhã vol­ta­re­mos a tentar”.


Beijos de água

Beijos de água para todos aqueles cuja vida balança.

Te mando besos de agua
Que hagan un hueco en tu calma
Te mando besos de agua
Para que bañen tu cuerpo y tu alma
Te mando besos de agua
Pa’ que curen tus heridas
Te mando besos de agua
De esos con los que tanto te reías


Hoje, é isto.

Afinal, ela apanha ou não o cigarro?


Ódios

1- Assistir a uma reunião onde,  por razões profissionais, marido e mulher partilham o mesmo espaço. O marido, alardeia generalidades e a mulher embevecida, passa os longos minutos do discurso a  balançar a cabeça concordando e a sorrir. Será tântrico?

2- Convocar uma reunião para dar informações genéricas e depois informar as pessoas, por mail, que estão despedidas.


Vozes que borbulham

Há vozes que para além da  rouquidão, parece que borbulham e me enchem a alma.



Final de um ciclo

Um ano que termina em final de ciclo. Aquilo que foi a âncora, a deriva, o barril de pólvora, o amor e o desatino, ano após ano, termina agora. Uma mega-etapa se avizinha, menos personalizada, logo, menos interessante, tendo o benefício da novidade como identidade.