Archive for Abril, 2013

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1st May

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25 de Abril, sempre!!!


Advice to the young

“Build a good name”, rock poet Patti Smith advises the young. “Life is like a roller coaster, it is going to have beautiful moments but it is going to be real fucked up, too”.

The American singer, poet and photographer Patti Smith (b. 1946) is a living punk rock legend. In this video she gives advice to the young:

“Build a good name. Keep your name clean. Don’t make compromises, don’t worry about making a bunch of money or being successful. Be concerned about doing good work. Protect your work and if you build a good name, eventually that name will be its own currency. Life is like a roller coaster ride, it is never going to be perfect. It is going to have perfect moments and rough spots, but it’s all worth it”, Patti Smith says.


Não sei se volto

As palavras começam a ficar velhas: têm
dores nas articulações e rangem, de vez
em quando, sem razão; reclamam óleos
e resinas, tempo e açúcares mais lentos.
 
Mas também eu estou velha demais para
oficinas, tão cansada de livros e papéis,
morta por viver outras coisas – por amor,
 
talvez espreitasse de novo nas mangas do
mundo e escrevesse uma fiada de búzios
no pulso da areia. Mas quantos dos teus
beijos perderia? Perdoem-me os que
 
ainda esperam por mim. Não sei se volto.
 
 
 
 
Maria do Rosário Pedreira

Bom fim-de-semana


Não há bela sem senão: o nada fazer a que me  entreguei com fervor durante o fim-de-semana impediu uma ida ao supermercado em demanda de uns víveres que, hoje, começaram a fazer sentir a sua falta. Predispus-me, resmungando. Ainda não pusera o sapatinho na rua, quando uma amiga me chamou no telemóvel. Queria beber um chazinho e desabafar. Amores, pensei. Esta minha amiga é muito dada aos amores mal acabados e não tem emenda. É só fazerem-lhe uns olhares da tipologia ai-eu-sem-ti-não-sou-nada que ela arma logo cama e pucarinha. A uma outra das minhas amigas acontece o mesmo mas é com os cachorrinhos perdidos. Leva-os para casa, dá-lhes banho e os bichos reluzem. Não me consta, porém, que alguma vez as coisas tenham corrido mal. Mas esta minha amiga dos amores humanos, volta não volta, desfaz-se em arrependimentos e desabafos. Eu, que Deus me perdoe, não tenho paciência para o amor. Não sei falar de amor, não sei escrever histórias de amor, já lá estive, sei como é, obrigadinha. Mas se há coisa que eu tenha de algum merecimento é o de estar sempre, assim os deuses me ajudem, onde os amigos precisam de mim. E ela precisava e eu lá fui. The same old story, claro. O amor é a coisa menos original do mundo. Ouvi-a, tornei a ouvir e disse-lhe o que já lhe dito de outras vezes. O homem é o assunto mais interessante que Deus Nosso Senhor pôs sobre esta terra. Têm ombros largos e mãos grandes, cheiram a cigarros, sabem a licor de café e a cara deles arranha um bocadinho. São óptimos. Mas não são para levar para casa. É deixá-los no seu habitat natural, junto aos gatos vadios e às estrelas cadentes. E sempre que eles sussurram, vulpinos, na tua casa ou na minha? é de responder sempre, com voz de promessa, na tua, querido. Porque, como lhe voltei a dizer, eles têm muitos inconvenientes: usam umas camisas que têm punhos e colarinhos e aquilo tem de ser passado a ferro com um vinco certinho a meio da manga e, entre outras coisas mais, tem de se lhes explicar tudo porque são incapazes de adivinhar o que nós estamos a pensar. Não compensa. Ela ouviu-me, disse que sim, mas já sei. Há-de choramingar durante uns dias, depois vai esquecer. O problema é que vai esquecer tudo. Não lhe dou dois meses para estar de volta aos mercados.

A Ronda dos Dias.


Para a Lau

Todos os dias, a toda a hora, uma após outra, cruzo-me na rua com mulheres que não conheço e nunca conhecerei. Algumas são lindas, outras atraentes, outras aparentam inteligência ou outra característica mental cativante, outras ainda parecem acumular tudo isso. Se, a cada vez que tal sucede, parasse e as parasse, lhes dissesse o que penso e que indícios me fazem pensá-lo (supondo que estivessem dispostas a ouvir-me), levaria uma eternidade a percorrer um quilómetro. Concluo: a vida, esta vida, apressada e inútil, feita de correrias rumo ao vazio, foi esquiçada ao arrepio da beleza e da sua contemplação. A vida é para os brutos. Para os cegos que, como diz o provérbio, não querem ver. A vida é uma moléstia ininterrupta. Ou, se calhar, viver é outra coisa que não isto, é darmo-nos o tempo de parar na rua para dizer às mulheres por que razão são lindas.

Miguel Martins, 1 Homem sozinho


 


“she doesn’t say ‘i love you’ like a normal person.

instead, she’ll laugh, shake her head, give you a little smile, and say…

‘you’re an idiot’.

if she tells you you’re an idiot, you are a lucky man.”

barney, how i met your mother


Galeria

Finlândia, Páscoa 2013