Archive for Julho, 2009

Travelling…

ITHACA [1910, 1911]
As you set out for Ithaca
hope that your journey is a long one,
full of adventure, full of discovery.
Laistrygonians and Cyclops,
angry Poseidon-don’t be afraid of them:
you’ll never find things like that on your way
as long as you keep your thoughts raised high,
as long as a rare sensasion
touches your spirit and your body.
Laistrygonians and Cyclops,
wild Poseidon-you won’t encounter them
unless you bring them along inside your soul,
unless your soul sets them up in front of you.

Hope that your journey is a long one.
May there be many summer mornings when,
with what pleasure, what joy,
you come into harbors you’re seeing for the first time;
may you stop at Phoenician trading stations
to buy fine things,
mother of pearl and coral, amber and ebony,
sensual perfume of every kind-
as many sensual perfumes as you can;
and may you visit many Egyptian cities
to learn and learn again from those who know.

Keep Ithaka always in your mind.
Arriving there is what you’re destined for.
But don’t hurry the journey at all.
Better if it lasts for years,
so that you’re old by the time you reach the island,
wealthy with all you’ve gained on the way,
not expecting Ithaca to make you rich.
Ithaca gave you the marvelous journey.
Without her you would have not set out.
She has nothing left to give you now.

And if you find her poor, Ithaca won’t have fooled you.
Wise as you will have become, so full of experience,
you’ll have understood by then what these Ithacas mean.

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Mãe Preta / Barco Negro

A canção na sua versão original

Depois de alterada por imposições do regime fascista


40 anos depois…

… questiono-me, se as pessoas que duvidam que o homem tenha pisado na Lua, são as mesmas que acreditam no milagre de Fátima.


Centro de Arte Interpretativa de Belmonte

A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência.

Carta de Pero Vaz de Caminha 

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MAR avilhas nossas!

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NARCISO E GOLDMUNDO Hermann Hesse

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Goldmundo interrompeu-o. – Perdoa, mas os conceitos e abstracções teus preferidos, não são também representações e imagens? Ou para pensar, usas e preferes palavras que nada evocam nem representam? Poder-se-á pensar sem representar algo na imaginação? – Ainda bem que perguntas! É claro que se pode pensar sem representações! O pensamento é independente das representações, não é por meio de imagens, mas de conceitos e fórmulas que se exerce. É precisamente onde acabam as imagens que começa a filosofia. Foi a este respeito que, outrora, tantas vezes discutimos: para ti o mundo consistia em imagens, para mim em conceitos. Sempre te disse que não eras um pensador e por isso não te diminuía porque, em compensação, imperavas no mundo das imagens. Presta atenção, vou explicar-te mais claramente: se em vez de correr mundo te tivesses dedicado à filosofia, poderia ter sido desastroso. Serias um místico. Os místicos são, resumindo um tanto grosseiramente, aqueles pensadores que não conseguem sair das representações, quer dizer, que não são verdadeiramente pensadores. São artistas ignorados; poetas sem verso, pintores sem pincel, músicos sem sons. Há entre os místicos muitos espíritos superiores e dotados, mas todos, sem excepção, são infelizes. Assim poderias vir a ser. Louvado seja Deus! em vez disso, és um artista: apoderaste-te do mundo das imagens, onde és soberano e criador, e não és um pensador frustado.