Archive for Agosto, 2010

Uma Nota Musical toda em Veludo e Cetim Pecaminoso

Loucura, deboche, amor, jogo e morte…
O tango é um pensamento triste que se dança. De inspiração popular, o spleen bamboleante dos marginalizados argentinos nasceu sobre o asfalto. Muito em breve, deixou o bas-fond para invadir a “alta sociedade”. E esta tarântula tropical acabou por também atravessar os oceanos.

Corto Maltese, Tango Argentino

Anúncios

Feira Medieval


O flagelo continua

Belmonte, 22:00

Este slideshow necessita de JavaScript.


Flagelo

A Serra da Estrela está a ser fustigada por um incêndio de grandes proporções.
Associação de Empresas Florestais exige mais financiamento.
Forças Armadas fizeram 98 intervenções e colocaram 832 militares em rescaldos.
.Bombeiro ferido em Gondomar com ‘prognóstico reservado’.
Melhor homenagem aos bombeiros mortos é continuar o combate aos fogos, diz ministro.
O incêndio que lavra na zona de Belas, em Sintra, foi dado como dominado.
O incêndio em Arrabães, Vila Real, que obrigou hoje ao corte do IP4, está “descontrolado” e há “habitações em risco”.

Foram presas 10 pessoas por fogo posto e cinco já estão em liberdade condicional.

Se sabemos que 90% dos fogos têm causas humanas e são intencionais, até quando vamos deixar a cabeça enterrada na areia? 

Este governo que se diz corajoso – sem medos – pois é capaz de fazer as reformas que ( só eles ) consideram necessárias, deixa que o flagelo dos incêndios, seja um problema recorrente; deixa que uns tantos voluntários, esses sim preocupados com a coisa pública, sem meios mas com uma vontade chamada SOLIDARIEDADE, morram numa luta desigual.

 ” O suor da minha vida está todo queimado”, diz um idoso comovido.

Até quando vamos dar impunidade a criminosos? Ainda se a subida de impostos ajudasse a resolver o problema?!

Este slideshow necessita de JavaScript.


Praia fluvial de Valhelhas

[rockyou id=158266958&w=426&h=320]


Rainy day

First drops of rain in a hot summer day


Imagens da minha vida – 2

Como tenho tido muito tempo para ir ao baú do cinema e das memórias, partilho alguns filmes que me preencheram o imaginário ao longo da vida.

O meu primeiro filme, foi visto no cinema Miramar, um lindíssimo cinema ao ar livre com vista para a baía de Luanda. Tinha a enorme vantagem de poder desviar o olhar do écran e ter um cenário real tão deslumbrante que nos envolvia mais do que qualquer ficção.

Tinha eu 5 anos, o filme era para maiores de 6, fui pela primeira vez sozinha com o meu irmão mais velho e, aventura das aventuras, sem os pais. Tremia de medo que descobrissem que eu não tinha idade para assistir ao filme da Walt Disney Branca de Neve e os Sete Anões. Cada vez que alguém olhava para mim, pensava, é agora que vou ser presa. Acho que esse pavor se sobrepôs ao prazer do visionamento do filme. A partir daí passei a ser profissional a passar nas bilheteiras e aparentar uma idade que não tinha.

Muitos outros se seguiram mas dos quais não me lembro.

No início da minha adolescência, outro filme se tornou inesquecível. They call me Trinity. Ainda hoje me lembro da banda sonora e dos carrapatos que ele cuspia quando comia os feijões.

Nos anos 70, vivia todo a  influência dos hippies, do Flower Power – Peace and Love – com o filme Jesus Christ Superstar. Acredito que este foi um dos filmes responsáveis pelo meu interesse pela língua Inglesa, sabia de cor quase todas as músicas.

Depois, fui crescendo, muitos filmes atravessaram o meu crescimento, e o ET é um clássico.

Numa exposição na faculdade de letras, cujo tema não me lembro, vi o primeiro filme pornográfico. Deep Throat. Deixo-vos com os 4 mns decentes do filme.

Mais tarde, outro filme que faz bem aos sentidos.

Mais um que faz parte do meu top 10 e que vou aproveitar para rever ainda durante as férias.

A lista já vai extensa, muitos outros poderiam ser referenciados:

ou

Assim são as imagens que nos pertencem.


Rev

Apresento-vos um novo membro da família, Rev, uma serra da estrela de dois meses, que me foi oferecida ontem.

 


Lost In Translation

Estou bloqueada.
O tempo torna mais fácil?
Não…
Sim… torna mais fácil.

Ai sim? … Olhe para si.
Obrigado…
Quanto mais se aperceber quem é e o que quer, menos se deixa ralar pela vida.

É que não sei o que sou suposto ser. Tentei ser escritora, mas odeio o que escrevo…
Tentei fazer fotografia, mas saíram medíocres…
Todos nós passamos pela fase da fotografia… por essa e pela dos cavalos.
Tiramos fotografias parvas aos pés…

Um dia há-de saber, não estou preocupado consigo…
continue a escrever.

Mas sou tão cruel

Não faz mal.