A dança como fábula

Há esconderijos nas conchas do corpo!

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Danças que prendem

dança
Era uma vez uma rapariga que olhou para os seus dedos e viu as suas pernas, pegou no seu braço e fez dele uma parede inclinada. Essa parede transformou-se no céu que cobre a sua aldeia. Dos seus caracóis fez uma vassoura com a qual varreu todas as maldades que corriam de boca em boca.
Ponha os braços em forma de ventoinha e abra com o corpo em rodopio muitas pequenas casas redondas e rectangulares.
Com as maõs, revolva o seu cabelo para conhecer como dançam as vassouras.
Faça dos seus dedos as suas pernas e transforme a pele do seu braço numa montanha por onde passeia.
Veja a aldeia de abraços por baixo e si e incline-se para a frente sem cair.
Continue a inclinar-se até ao ponto de se tornar na metade de um telhado gigante que guarda a sua aldeia.
Entretanto, pode limpar as ruas imaginárias desse mundo feito do seu corpo com as pontas do seu cabelo e ver-se a si próprio virado ao contrário e em ponto pequeno.
Agora, encontre alguém a quem encostar a sua testa para sentir o que é o beijo das grandes montanhas.