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O segundo sexo

Acabei de ler o livro de Simone de Beauvoir. Sinto-me triste, cansada, perdida. Devia ter ido caminhar ao sol mas não fui capaz. Decidi refugiar-me em casa, puxar a manta até aos olhos e ler. Ler muito. É assim que faço quando preciso de me isolar ou quando me sinto só. Ler é a minha terapia. Vou começar “Amor em tempos de Guerra”.


Cicatrizes

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Quando os japoneses reparam objectos quebrados, eles enaltecem a área danificada preenchendo as fissuras com o ouro. Eles acreditam que, quando algo sofre um dano e tem uma história, torna-se mais bonito.

 


Cais

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de encontrar
Eu queria ser feliz
Invento o mar

Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar


Carnaval

Is the music too loud
Is he eluding the crowd
Does he know how to sing
or it’s terribly, terribly me
See that girl over there
Is she trying to get somewhere?
Don’t you think she’s a thrill?
Or is terribly, terribly me…
See that look in her eyes
Is she thinking that clown should die?
Does he know how to sing
or is terribly, terribly…
Why? Is it so hard to believe in those things that we need and
Why is it so?


Piece of my heart.


The Times They Are A-Changin’

Come gather ‘round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You’ll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin’
Then you better start swimmin’
Or you’ll sink like a stone
For the times they are a-changin’.


To think about…


A Esperança de uma Relação Profunda

Conhecemos as pessoas durante anos, até mesmo dezenas de anos, habituamo-nos a evitar os problemas pessoais e os assuntos verdadeiramente importantes, mas guardamos a esperança de que, mais tarde, em circunstâncias mais favoráveis, se possam justamente abordar esses assuntos e esses problemas. A esperança, sempre adiada, de um relacionamento mais humano e mais completo nunca desaparece completamente, porque nenhuma relação humana se contenta com limites definitivos, restritos e rígidos. Permanece, portanto, a esperança, de que haja um dia uma relação «autêntica e profunda». E permanece durante anos, até mesmo décadas, até que um acontecimento definitivo e brutal (em geral, uma coisa como a morte) vem dizer-nos que é demasiado tarde, que essa «relação autêntica e profunda», cuja imagem tínhamos amado, também não existirá; não existirá, tal como as outras.

Michel Houellebecq, in ‘As Partículas Elementares’


Acho inúteis

Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior
Acho inúteis as palavras
Quando o silêncio é maior

Inúteis são os meus gestos
P’ra te falarem de amor
Inúteis são os meus gestos
P’ra te falarem de amor

Acho inúteis os sorrisos
Quando a noite nos procura
Inúteis são minhas penas
P’ra te falar de ternura

Acho inúteis nossas bocas
Quando voltar o pecado
Acho inúteis nossas bocas
Quando voltar o pecado

Inúteis são os meus olhos
P’ra te falar do passado
Inúteis são os meus olhos
P’ra te falar do passado

Acho inúteis nossos corpos
Quando o desejo é certeza
Acho inúteis nossos corpos
Quando o desejo é certeza

Inúteis são minhas mãos
Nessa hora de pureza
Inúteis são minhas mãos
Nessa hora de pureza

Amália Rodrigues


Home

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Oslo, Norway

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comer, orar, amar.

gili-meno-01A ilha era a minha derradeira audiência de verdade e reconciliação. A ilha em si é minúscula, primitiva, com areia, água azul e palmeiras. É um círculo perfeito com um único caminho a acompanhá-lo e é possível percorrer toda essa circunferência em cerca de uma hora. Fica localizada quase exactamente no equador, pelo que os ciclos diários são imutáveis.

Um dia não é necessariamente composto por vinte e quatro horas; às vezes é maior, outras vezes mais curto, consoante a natureza espiritual e emocional desse dia. Tal como acontece com o meu curandeiro e a sua idade misteriosa, às vezes contam-se os dias, outras pesam-se.


Pôr -do-sol.

Hoje, está com uma luminosidade estranha. por de sol


Imagem

Fds


Esse espanto

E a título particular o que é que a impressionou?
Eu vivia numa família, pertencia a um meio em que as casas estavam arrumadas. Não se deixava que viessem visitas sem a casa estar arrumada. De repente, começo a entrar na casa dos meus colegas e amigos ingleses e estava sempre tudo desarrumado. Ninguém arrumava porque eu ia lá a casa. Tudo isto é parte da mesma cultura. Aqui, na Lisboa desses anos, havia o sentimento do “parece mal”. Lá, nada parecia mal. A atitude é contagiosa. 

Era como se não houvesse o dentro e o fora. Quando o fora chega, apanha o dentro como o dentro está. 
Claro. Não há dentro e fora. É-se. To be. Estava a dizer isto ontem a um colega: os cientistas hoje não leram Shakespeare, não sabem Filosofia. A sociedade pergunta: “Faz isso para quê?” As coisas têm de ser para alguma coisa. Sobretudo na Biologia, que está perto da Medicina. [Investigação] para quê? Para tratar doenças, para isto, para aquilo. Para a empresa, para…

(…)

É. Depois a vida é muito mais simples. É como um rio. Se vir a origem dos rios, impressiona. A origem do Tejo ou do Volga é uma coisinha. Nem se percebe como dá aqueles rios enormes. A imagem do rio é a da vida. A única escolha do rio é que não tem escolha: vai por ali fora, por onde a montanha deixa. No rio humano, fazemos escolhas. Tirando isso, gosto mais da metáfora do rio do que da narrativa. 


Caminhando

 

passeioA caminhar com a nova música oferecida pela minha amiga Cláudia.

 


Retorno

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Marília nascera em África. Tinha na pele a marca dessa liberdade. Tudo o que lhe limitasse o corpo, os movimentos, provocava nela uma dor imensa. Por isso foi feliz na terra rubra onde decorreram os seus primeiros anos de vida.

Mas a guerra viria a determinar o retorno dos pais a Portugal. E, de caminho, o seu primeiro contacto, infeliz, com um mundo que jamais seria o seu. Tinha nove anos quando tal aconteceu.

Seguiram-se anos de saudade, não mitigada, daquelas ruas onde se mexia à vontade e onde nunca a cor da pele dos seus amigos fizera qualquer diferença.
Faltava-lhe o ar, a imensidão do território, a cor fulva do céu e o cheiro. Sobretudo, o cheiro da terra, que ela não conseguiu, nunca, encontrar em qualquer dos lugares em que viveu. Que a família chamava de continente.
Os pais desapareceram, as velhas brigas que haviam determinado o seu retorno apaziguaram e Marília continuava trinta anos depois, a considerar que nem a Europa nem Portugal eram a sua casa. Decidiu, assim, retornar a África, convencida que só lá poderia ser feliz.
Mal pisou o chão do aeroporto sentiu a diferença. O cheiro era o mesmo, mas alguma coisa tinha mudado. Instalada no hotel a sensação repetiu-se, sem que ela soubesse explicar o que é que estava diferente.
Resolveu sair, misturar-se na multidão e voltar aos lugares da sua infância para aí poder, finalmente, encher de ar, daquele ar, os seus pulmões.
Foi um choque. Os sítios estavam lá, mas nada era igual.
Sentada frente ao mar Marília percebeu que construíra um sonho. Aquela já não era a sua terra. Era, apenas, o local onde passara a sua infância…

Helena Sacadura Cabral


10 curiosidades sobre Gabriel García Márquez

1. Cuando le entregaron el Premio Nóbel de literatura a sus 55 años fue a recogerlo vestido con un liquiliqui, la vestimenta tradicional del Caribe oriental. 

2. Descubrió su vocación de escritor leyendo La metamorfosis de Kafka. 

3. Se le ha atribuido la autoridad de decenas de cadenas de Internet de frases de amor. 

4. Tiene una relación de amor/odio con Mario Vargas Llosa. 

5. Terminó de escribir Cien años de soledad en México, en la Cueva de la Mafia, nombre que le puso a su estudio de trabajo. 

6. Se ha declarado fan de Shakira y ella ha puesto la banda sonora a la adaptación de El amor en los tiempos del cólera. 

7. Ha escrito guiones de películas y cortos. Formó parte del jurado del Festival de Cannes en 1982. Asegura que Cien años de soledad nunca será llevado a la gran pantalla. 

8. Las flores amarillas son su amuleto de la suerte. Sin embargo, los caracoles detrás de las puertas, las flores de plástico o usar frac es símbolo de mala suerte para el autor. 

9. Conoció a su mujer a los 9 años, a los 14 le propuso matrimonio y a 26 años se casaron. 

10. Escribió El coronel no tiene quien le escriba en la misma buhardilla que Mario Vargas Llosa escribió La ciudad y los perros.