Archive for Dezembro, 2010

Um novo ano

com muito amor…


I hope…

The Curious Case of Benjamin Button


Wishing You Were Somehow Here Again


Dia de Natal


Look out!


Aos Amigos – Feliz Natal

“Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.

Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,

com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

Não os chamo, e eles voltam-se profundamente

dentro do fogo.

– Temos um talento doloroso e obscuro.

construímos um lugar de silêncio.

De paixão.”

Herberto Helder

(cont)

Pronto, ok !!!

Troco tudo por um beijo
mais vale morder o desejo
que todo o dinheiro do mundo

Meu querido Pai Natal

É infantil aguardar pelo Novo Ano para tal…

cinco números e duas estrelas, chegam!


Me gustan los Estudiantes

Um grupo de estudantes atacou o carro no qual viajavam o príncipe Charles e sua mulher, Camilla, duquesa de Cornuália. Milhares de estudantes foram às ruas de Londres protestar contra o projecto para aumentar para o triplo, as propinas anuais cobradas em instituições de ensino da Inglaterra.

Repare-se no colar de esmeraldas da Duquesa, engalanada para um baile de gala.


XMAS CARDS

Obrigada, Mário. Um Natal venturoso para ti.

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Entrevista com Freud

 

Em 1936, uma jovem mulher precisa dum psiquiatra, e encontra um senhor muito idoso e inteligente. 73 anos depois, Margarethe Lutz fala sobre a sua terapia com Sigmund Freud. Uma Conversa com a última doente viva do psicanalista.

Entrevista por Christine Dohler     Fotos: Paul Rigaud

 

Frau Lutz, aos 91 anos, a Senhora irradia uma tal alegria de viver! Isso tem algo a ver com o facto de se ter tratado com Sigmund Freud?                                                                                                                                        

 Margarethe Lutz: Tem, de facto. Graças ao encontro com Freud, levei uma vida auto-determinada. De todas as situações miseráveis da minha vida, sempre consegui retirar um bocadinho de felicidade.Só tarde compreendi que também da infelicidade se pode tirar algo de positivo.

Foi doente de Freud em 1936. Como foi para si deitar-se no famoso divã de Freud?    

Nunca estive no divã. Eu era um caso tão simples, nada comparável a outros doentes. Para Freud eu era completamente desinteressante.

Mas Freud ouvi-a, apesar de a senhora não constituir para ele um desafio?

Sim. Ele foi paternal, afável, compreensivo. Um amigo. Olhámo-nos sempre nos olhos e ele riu-se muitas vezes. Eu apenas falei abertamente. Isso divertiu-o.

 

O que aconteceu para que, aos 18 anos estivesse em tratamento com Freud?

Sabe, eu era uma criança sózinha, uma filha única. A minha mãe morreu de parto.Om eu pai não sabia como lidar comigo. Quando eu gritava, ele punha-me debaixo da cama. Mais tarde, casou novamente. Mas a minha madrasta nunca falou comigo. O meu pai trabalhava muito na sua fábrica, que produzia componentes de cartuchos de caça. Vivíamos disso, muito bem. Tínhamos uma moradia.

 

Quem a educou?

A minha avó. Ela ainda usava saias à moda de 1880 e os seus métodos de educação também eram dessa época. Eu não podia visitar ou receber a visita de ninguém. Vivia isolada e ia sempre acompanhada por alguém à Opera, ao Teatro Municipal ou ao dentista. A minha família tinha um medo terrível de que eu fosse seduzida. Eu nem sabia como se seduz nem como se é seduzida. O que eu queria não interessava a ninguém. Muitas vezes levantava-me de noite e dormia na ante-câmara junto do meu cão, porque ele me dava calor e me ouvia. Eu era terrìvelmente carente de amor.

Aos 4 anos M.Lutz era ainda uma criança triste

Nunca protestou?

Sabe o que é ser uma “coitadinha”? Eu estava completamente dominada, era um infeliz verme. Mas, uma vez, a vaidade prevaleceu.Na escola, as outras meninas usavam vestidos curtos, eu usava uma saia comprida e, por baixo dela, aparecia uma saia de baixo, encarnada, tricotada à mão. As outras crianças fizeram troça de mim. Então eu despi a saia de baixo e pendurei-a na casa de banho da escola. A avó recebeu-a das mãos do Director. Não voltou a impôr-ma. Isto foi para mim uma revolução prodigiosa mas, de facto, apenas contra a minha avó, não contra o meu pai.

Como passava os seus tempos livres?

Refugiava-me nos meus sonhos diurnos e em leituras secretas. Fecharam-me a estante dos livros. Mas a chave do relógio de pé também abria a estante. Quando acabava os meus trabalhos de casa tirava da prateleira “Tristão e Isolda”- que  achei particularmente bom- e representava sozinha todos os papeis. Uma vez, estava eu profundamente embrenhada e olhei pela janela. Na rua, em baixo, algumas pessoas viam-me. Tinha posto um véu e dizia o meu texto. Mas as pessoas olhavam para mim, eu pensei: É o público.Foste perfeita.E cumprimentei.

Como reagiram as pessoas?

Disseram ao meu pai: que pena ter só uma filha que, ainda por cima, é maluca!Então ele foi comigo ao médico de fam´lia que disse: a doença da sua filha não é do corpo, mas da alma. O meu pai era um homem de negócios, não podia conceber que alguém adoecesse por causa da alma. O médico deu-nos a direcção dum certo Dr. Sigmund Freud.

Tinham alguma noção sobre Sigmund Freud?          

O meu pai não tinha ideia nenhuma. Eu também não. Fiquei admirada porque Freud não tinha um verdadeiro consultório, não tinha armários brancos com instrumentos de observação. tinha muitos livros, por todo o lado havia jarras. E havia o divã, uma mesa e três poltronas. Freud sentou-se ao meio e dirigiu-se a mim. Mas foi o meu pai que respondeu.

O que perguntou Freud?

“O que faz quando volta da escola para casa?O meu pai disse”Nada. Fica em casa  e tem de estudar”. Freud para mim: “Vai a alguma escola de dança?” Meu pai: “Isso está fora de questão. ela tem de fazer o secundário.” Isto pareceu muito estúpido a Freud que disse ao meu pai -” por favor vá para a sala do lado. Quero estar só com a doente”. Muito amigável, mas determinado. E o meu pai saiu. No momento em que fiquei só com freud, reconheci-o como uma uma pessoa, que me ouve e aceita. Houve de repente, uma confiança incrível. Em casa eu era tratada como criança, por ele quase como uma adulta.

Que lhe contou?           

Tudo. Que contava histórias a mim própria, que sonhava de dia, que fazia teatro, que ninguém falava comigo. Foi isto que brotou em mim. Com total desinibição. Tinha-se acumulado tanto para dizer!

(….)

Freud deu-lhe conselhos?

Contei-lhe que ia ao cinema com os Pais. Mas quando surgia uma cena de amor o meu pai saía comigo. Ele dizia: “Isto vai preverter-te? Eu tinha de me esgueirar com ele entre as filas. As pessoas ficavam aborrecidas. Assim nunca vi o fim filme de amor com Lilian Harvey e Willy Fritsch. Freud disse-me: “Quando for outra vez ao cinema com os pais, recomendo-lhe que fique sentada”. Aceitei com gosto o conselho. Tinha-me impressionado tanto que ele tivesse mandado sair o meu pai! Que alguém se atrevesse a isso, era inconcebível para mim.

Quanto tempo demorou a conversa com Freud?                

Aproximadamente uma hora. No fim disse: Não se esqueça- para se ficar adulto, tem de se ousar perguntar porquê e como, e também apresentar opiniões próprias ou contestar. Se não se fizer isto, ficará sempre uma criança e serão sempre os outros a mandar em si”

Sabe quanto custou a hora de Freud?                                                                                                                                        

Não. De facto ele apresentou logo a conta mas o meu pai só disse: Bem, barato não foi!”

Freud marcou-lhe outra consulta?

Não. Eu estava completamente saudável e o remédio estava estabelecido: ski com os sócios do Clube Alpino e frequência da Escola de Dança. Os Pais não poderiam estar presentes. A minha família teve tanto medo que eu ficasse realmente doida, que autorizou.

http://aguarelast.blogspot.com/2010/12/tem-de-se-ousar-perguntar-porque-e-como.html


2010

Long ago the clock washed midnight away

Bringing the dawn

Oh God, I must be dreaming

Time to get up again

And time to start up again

Pulling on my socks again

Should have been asleep

When I was sitting there drinking beer

And trying to start another letter to you

Don’t know how many times I dreamed to write again last night

Should’ve been asleep when I turned the stack of records over and over

So I wouldn’t be up by myself

Where did the night go?

Should go to sleep now

And say fuck a job and money

Because I spend it all on unlined paper and can’t get past

“Dear baby, how are you?”

Brush my teeth and shave

Look outside, sky is dark

Think it may rain

Where did

Where did

Where did

 

Vodpod videos no longer available.

 

 


Xmas Cards

Thank you, SEXY WOMAN COOK


XMAS CARDS

Thank you, Lau

 


I Know You Know

The way
You look at me
When you think
I’m not looking
Tells me your heart’s
A sleeping giant
Worn out
By someone
You loved before me
I see you’re scared
Unconvinced by
What I’ve tried to say
 
The way
You always call me
With some question
And every time
Try to pretend
You didn’t call me
Just cos
I was on your mind
Too soon for you
To say out loud
But I know
You love me
And though
We don’t say it
Already shows

The way you look at me
When you think
I’m not looking
The way you call me up
Just to see
What’s cooking
The way you look at me
When you think
I’m not looking
I look at you
That way too
You just don’t know
That I do

I know that you know
You already know


Estatutos do Homem

Desejos para o próximo ano – que estes estatutos se tornem num

Acto Institucional Permanente


Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Thiago de Mello – Santiago do Chile, abril de 1964

 


Vida no Universo

A janela com que procuramos vida no Universo acabou de aumentar depois de uma equipa de cientistas encontrar pela primeira vez uma bactéria que se alimenta de arsénio. A vida que se conhece é construída com base em seis elementos: o carbono, o oxigénio, o hidrogénio, o azoto, o enxofre e o fósforo. São estes átomos que fazem as moléculas de ADN, as proteínas e as gorduras que compõem as células dos seres vivos. O facto de haver uma substituição do fósforo pelo arsénico “mostra-nos uma forma de vida muito diferente, o que tem vastas implicações sobre o nosso conhecimento acerca do funcionamento do nosso próprio planeta”.


A ballad to friends

TO ALL MY FRIENDS:
 
When you’re in need of love friends give care and attention.
As a matter of fact,
You’re getting used to life  in your way.
It’s so easy now, cause you got friends you can trust,
When you’re through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cause
Friends will be Friends right to the end.