Archive for Janeiro, 2014

Quebramos os dois.

Era eu a convencer-te de que gostas de mim,
Tu a convenceres-te de que não é bem assim.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar p’ra esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal…
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois.

 


Das virtudes da leitura

 «A literatura não salva», costuma dizer-se, muitas vezes apenas para contrariar um certo proselitismo de miss universo de alguns cândidos amantes da leitura. Mas em minha opinião, salva. E não precisa de finais felizes. Salva mesmo quando é dura, triste, deprimente, terrível. Para citar com liberdade Steiner, a leitura responde tautologicamente à questão «quem somos e o que andamos aqui a fazer». Ou evita as aguilhoadas dessa inquietante questão mantendo-nos prazerosamente ocupados a tentar encontrar nos livros a resposta. Salva dessas duas maneiras.
A literatura não impede os crimes, nem as guerras, nem nada disso, desiludam-se. Um torcionário pode fazer o seu trabalho ao som da melodia mais doce de Tchaikovsky e entre dois capítulos de Sebald. Mas desconfio que o fará ainda mais facilmente se for o único a ler Sebald. Devemos ler por uma questão de equidade, para estarmos à altura dos nossos verdugos.

Praxes

The first thing you must realise is that power is collective. The individual only has power in so far as he ceases to be an individual”
– George Orwell, 1984

 


People who read books in public places are regarded with suspicion because they appear self-sufficient. When you seem self-sufficient, other people think that you think you’re better than them, and they get resentful.


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Da minha amiga – Cláudia.

Obrigada, Cláudia, por partilhares comigo pedaços da tua vida. Sei que foste criteriosa na escolha e eu uma privilegiada pela consideração.

Aquele abraço.

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Bom Ano

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Lembrar-me que inevitavelmente terei que morrer é a mais importante ferramenta que eu alguma vez encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo – todas as nossas expectativas externas, todo o nosso orgulho, todo o nosso medo do embaraço ou fracasso – todas estas coisas simplesmente caem em face da morte, deixando apenas aquilo que é realmente importante. Lembrares-te que mais cedo ou mais tarde vais morrer é a melhor forma que eu conheço de evitar a armadilha de que temos alguma coisa a perder. Nós já estamos nus. Não existe nenhuma razão para não seguirmos o nosso coração.

Steve Jobs


BE HAPPY!!!

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