Archive for Outubro, 2011

Halloween

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O receio inspira-me e o medo diverte-me


Touch Look and Check


People and me

When I was born, I was the:     3,128,560,600th         person alive

In the entire history of the world, as far back as the first Homo sapiens, 75,840,820,401 people were born before me.

More specifically,

http://www.bbc.co.uk/news/world-15391515


Algumas prosas


Códigos

Mas porque carga de água (uma alusão ao tempo nos últimos dias), é que os condutores de camiões de longo curso ou outros, quando os ultrapasso diariamente a caminho do trabalho e vice-versa, apitam e fazem sinais de luzes como se de uma hecatombe se tratasse. Que raio de código é este que não consta dos meus livros de condução?! Fico sempre preocupadíssima a pensar que algo de anormal se passa com o meu carro. Será que tenho um pneu furado, será que levo uma porta aberta, será que o carro vai arder, será que estou mesmo dentro do carro ou esqueci-me de apertar o fecho das calças?!…


Parabéns querida


A hora do Lobo

O frio vem de noite. O frio é uma memória quente, um casaco antigo, um homem lindíssimo. E cheira a árvores e a bruma. Chegou ontem à noite e trazia um sabor de veludo nas mãos.
O Outono é uma história de gente crescida, um tango no soalho dos dias.
A Ronda dos dias

Talking about love

Uma interpretação divertida de uma música muito conhecida. Qual?

Um prémio para o primeiro a acertar…


Eis o prémio.


Sun-day


Freud explains


“Lindo, não nos queres tributar?”

Depois dos ricos, é a vez das prostitutas revelarem a sua disponibilidade para ajudar o país a ultrapassar a crise. Numa carta enviada ao Ministro das Finanças, um grupo de prostitutas escreve: «Querido, não nos queres tributar à bruta, como só tu sabes? Anda, vamos. Dá-nos com um imposto, vá. Ou dá-nos logo com dois ou três ao mesmo tempo, como gostas de fazer com a maioria. E querido, se retiveres na fonte, não há problema, porque damos-te uma segunda oportunidade.»

Imprensa Falsa


Marcha da Indignação

T-shirts  negras de indignação. Gostei de vos ver.


O Nome das Coisas

Quem pensa que os nomes podem ter algum significado devia olhar para a lista das 10 melhores e piores escolas básicas a nível nacional.

Nós pensamos numa Escola Sophia de Mello Breyner e pensamos logo numa escola de qualidade. Porém, aparece ao lado da Escola da Baixa da Banheira como umas das 10 piores escolas a nível nacional. A “escola da Sophia”, afinal, não é uma escola de meninos poetas e artistas mas uma escola de gandulos e jagunços na parte mais  baixa da banheira social.
Outra das 10 piores escolas é a Escola Secundária de D. Pedro V. Meu deus, D. Pedro V foi um rei inteligente, culto, cosmopolita, de vistas largas. Só um rei assim conseguiria a proeza de pôr Alexandre Herculano a chorar no seu funeral. Como pode aparecer uma escola D. Pedro V ao lado da escola do Monte da Caparica, de Sacavém e de Alcabideche? Meu deus, como é possível juntar D. Pedro V a Alcabideche? D. Pedro V lembra Palácio da Pena, Monserrate, Paris, Londres, Roma, biblioteca do Convento de Mafra. Agora, Alcabideche? Repito, Alcabideche? Já agora, porque não a Buraca? Ou as Galinheiras? E é possível imaginar uma escola Sophia de Mello Breyner ou D. Pedro V cheia de graffiti e uma horda de selvagens analfabetos a ouvirem hip-hop durante as aulas de português?
Vejamos agora algumas das 10 melhores escolas básicas a nível nacional: Externato Nossa Senhora da Paz; Externato Escravas do Sagrado Coração de Jesus; Colégio Nossa Senhora do Rosário; Colégio Nossa Senhora de Lourdes.
Minha Nossa Senhora! Eu sempre associei a religião a obscurantismo, irracionalidade, ignorância, dogmatismo. Sempre associei a Nossa Senhora a aleijadinhos a arrastarem-se pelo chão do santuário de Fátima, crianças ranhosas e malcheirosas ao colo de mães com uma vela numa mão e a revista Maria na outra e coisas assim do género.
Estas escolas são, por isso, um murro na minha consciência. Nossa Senhora aparece aqui associada a inteligência, cultura, crianças bonitas, lavadas e bem educadas que sabem dizer o Mostrengo de cor com um aparelho nos dentes, que tocam piano e violino, que lêem histórias infantis em inglês e querem ir para Medicina quando forem grandes.

Hymn to Freedom

É preciso lutar, é urgente manifestar mas sempre com um sentido.

When every heart joins every heart and together yearns for liberty,
That’s when we’ll be free.
When every hand joins every hand and together moulds our destiny,
That’s when we’ll be free.
Any hour any day, the time soon will come when men will live in dignity,
That’s when we’ll be free.
When every man joins in our song and together singing harmony,
That’s when we’ll be free.


Bom fim de semana


Fuga para outros tempos

A minha viagem por outras épocas começa na Inglaterra do séc. XVI. Iria até ao teatro de Shakespeare e assistiria a algumas das suas peças, teria que aparecer na plateia vestida de prostituta ou então, talvez com uma máscara passasse despercebida. Representar, só mesmo travestida.

Depois de o cumprimentar e pedir um autógrafo, passaria de relance pela época vitoriana, obsessivamente puritana para o meu gosto, enchia o malote com alguns livros de Emily Brontë ou Ellis Bell o seu pseudónimo masculino. Infiltrava-me no seu círculo de amigos e com alguma sorte poderia ouvir Charles Dickens ler os seus próprios textos.

Ia até Cambridge, inscrevia-me num colégio feminino e assistia às famosas conferências para estudantes de Virgínia Woolf. Conheceria T.S. Eliot, se este não estivesse nalguma tertúlia em Montparnasse.

Finalmente, passaria para os anos 60, vestia uma camisa de crepe indiano comprada nas barracas de Portobello Road, ia às compras a Carnaby Street e… como prefiro Janis Joplin e Jim Morrisson aos Beatles, talvez integrasse um movimento de culto à natureza, abandonava o status social e em comunidade Peace and Love mudava de continente, apanhava boleia numa Harley e ia assistir ao festival de Woodstock.

Imperdível mesmo, só o ano de 2011 em Portugal.


valha-nos nossa senhora de fátima.

aprendi que ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito. um medo pelo que não se vê, como ter medo do escuro porque o bicho papão pode estar à espreita para nos puxar os cabelos. esperar por deus é como esperar pelo peter pan e querer que traga a fada sininho com a sua mini-saia erótica tão desadequada à ingenuidade das crianças. o ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade de complicar as coisas. eu aprendi que aqueles crentes se esfolavam una aos outros de tanto preconceito e estigmatização. (…)

os padres desde que fiquem nos poleiros garantidos para engordarem, estão sempre felizes. que melhor discurso pode haver para os padres do que a promoção da beleza de se ser pobrezinho. é um casamento perfeito. o político que gosta dos pobrezinhos e os mantém pobrezinhos, com a igreja que gosta dos pobrezinhos e os mantém pobrezinhos. mas, quer o político, quer a igreja, dominam ou podem dominar o fausto.

não é brilhante. isto inventado seria mentira. ninguém teria cabeça para inventar tal porcaria, só sendo verdade mesmo.

in a máquina de fazer espanhóis de valter hugo mãe

(valter hugo mãe não utiliza maiúsculas porque considera que as palavras têm todas a mesma importância).

POLISSEMIA

Não sabia o exacto significado da palavra retornado. Sabia apenas que era uma palavra terrível. Provocava em minha casa discussões e lágrimas. Às vezes, a palavra saía da boca da minha tia; outras vezes, escutava-a na boca do meu pai. Sendo a mesma palavra, parecia ter diferentes significados consoante fosse dita pela minha tia ou pelo meu pai. Talvez por isso, por essa versatilidade, eu não fosse capaz de lhe precisar o significado.


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