Archive for Novembro, 2010

BRRRRRRRRRRRR…QUE FRIO

Continuação de tempo frio com céu geralmente muito nublado.
Períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes.
Possibilidade de ocorrência de trovoada.
Queda de neve.

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Passeio pelo Douro

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16 anos depois…

…retomámos a conversa no ponto onde tínhamos ficado.

Obrigada, adorei o fim-de-semana.

nao existe tempo de reencontros


Ajudem lá…

… afinal é Natal!!!


O Tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias


Greve


Make the Connection


Felizmente

Há 4 anos atrás, o dia seguinte era o abismo, hoje sinto assim:

Gosto de coisas simples

E de gente complicada,

Que pensa, que sofre,

Que luta, que fala!

Que não desiste de ser feliz

Mesmo que ser infeliz

Seja mais fácil!

Gosto de andar descalça

Mas gosto de gente calçada,

Educada, inteligente.

Gente boa, exigente.

Gente sã, gente que é gente,

Felizmente!

H.S. Cabral in ” Nós de Amor”


Os vampiros

Para que as novas gerações saibam quem são os VAMPIROS e em semana de Greve Geral

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas

Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos


Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada


O filme do desassossego

Baseado no livro de Bernardo Soares, o semi-heterónimo de Fernando Pessoa, assim considerado porque, como o seu próprio criador explica “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e afectividade.”

Um filme de arte com uma qualidade da fotografia imaculada, uma cuidadíssima escolha dos cenários e um exercício estético rebuscado, tendo como fio condutor os textos de Fernando Pessoa, levados pela mão do realizador, João Botelho.


My dream

I love this song from one of the masters of the blues – John Lee Hooker.

I share this dream with you… enjoy it!


O que me faz feliz

Cheiro a terra molhada

Passeio no campo

Jogo de sedução

Natação

Lareira acesa

Ter pessoas especiais

E que elas gostem de mim

Ser amada

Um bom filme

Ser agradavelmente surpreendida

Ouvir palavras amáveis

Fazer alguém feliz

Ler

Reencontrar uma velha amizade

Uma noite de lua cheia

Pedir desejos às estrelas

Fim de tarde na praia

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca nem jamais nem adeus

Rir como uma criança

Aprender uma canção

Esperar alguém na estação

Pôr-do-sol

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Vinho tinto

Música envolvente

E muito carinho…


Pai

11 de Novembro
  

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.


Me gusta leer


Clarice Lispector

Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já passei noites chorando até adormecer, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas à frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer desaparecer.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.

Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de dizer o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. 

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade…

Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.

Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pela mãe a meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
– E daí? Eu adoro voar!”


Quoting Shakespeare


O. E.

O Orçamento do Estado para 2011 foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e o voto contra do CDS-PP, BE, PCP e PEV.


Ir à terra

Numa ida à capital, deparei-me com uma cidade vazia, quase sem trânsito e pensei que as pessoas teriam ido à “terra”, aproveitando o fim-de-semana prolongado.

Sempre me senti desenraizada no que respeita a regressar à terra, enroscar-me no conforto do nosso vivido, como um porto de abrigo.

Porque foi um fim-de-semana cheio de memórias e afectos, também a mim me apeteceu sentir o calor do chão da minha infância.