Archive for Dezembro, 2011

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Boas Entradas

Não se esqueça de estrear uma peça de roupa interior. Dizem que dá sorte.


Saber da Vida

A uns leva-nos a aragem, a outros o suão, muitos  aproveitam o vento içando velas, os desatinados enfrentam o ciclone. Saber da vida? Nem sequer sabemos donde vem o vento ou quem o sopra.

J. Rentes de Carvalho

Xmas day

Em dia Zen.

 


Feliz Natal


Portugal actual

Antigamente emigrávamos a salto, a coberto da noite, o credo na boca, a prisão ao virar da esquina, a guerra e/ou a fome nas costas.

Agora espera-se que emigremos a pedido caridoso do Poder…

                                      Júlio Machado Vaz


Happy Holidays


Happy Holidays


Cize, no mar azul dos céus


O corpo é uma arma e uma mulher deve usá-lo em todas as ocasiões: fazer pontaria, olhar pela mira telescópica e puxar o gatilho sem misericórdia ou piedade.


Excelíocres e Mediocrelentes

A estória que aqui se narra
tem “muita uva e pouca parra”.
Eventuais semelhanças com qualquer realidade,
não passam de coincidências, na verdade.

Trata-se de um diálogo sobre avaliação
numa suposta escola de qualquer região.

P1- Nesta escola não vai haver qualquer excelente.
Assim decidimos democraticamente.

P2- Quem decidiu?

P1- Eu, (o) a presidente mais a equipa por mim escolhida, obviamente,
equipa muito subserviente (perdão, queria dizer competente).

P2- Mas não há cotas?

P1- Há cotas obviamente
mas decidi, quero dizer decidimos
(eu e a equipa subserviente,
enganei-me novamente, a equipa competente)
que não vai haver nenhum excelente.

P2- E pode?

P1- Claro que posso,
basta um critério definido de forma inteligente.
Quem teve aula assistida (quem não teve é diferente)
não poderá ultrapassar os oito ponto nove.

P2- Mas se por acaso um relator,
ao avaliar um professor
atribuir em cada domínio uma pontuação
que leve no final a uma classificação,
no mínimo igual a nove?

P1- Obviamente não pode.
Baixa aqui, reduz além,
não importa porquê nem se convém
Muito bom chega-lhe bem

“Isto é demais”
Pensou um relator degenerado,
Lembrou-se de Vinicius de Moraes
e tal como o operário em construção,
o relator degenerado disse não.
Gerou-se uma tremenda discussão.
Disse o relator degenerado,
de cabeça erguida e em voz bem alta.

R- Eu não altero um só ponto da minha proposta.
Alterem o que quiserem, com responsabilidade vossa
e com a devida justificação em acta.

P1- Que justificação?
Não temos uma razoável para dar.
Então o (a) presidente
e a equipa competente (leia-se subserviente)
tiveram que aceitar o excelente.
Saíram comentando entre dentes.

P1,E- Ora esta…
Para que queremos nós os excelentes?
Com eles quando há sucesso é bem real.
O que importa é o sucesso virtual
que a parafernália de papéis atesta.

Do caos ao cosmos


A Anatomia da Europa

A Europa, essa bela dama deitada
apoiada sobre os Urais
ao novo mundo acorrentada,
o seu ventre é a Alemanha
a França e a Espanha
são os seus seios sacrais

Um antebraço é a Grã-Bretanha
sendo o punho a Irlanda,
a Ibéria é quem comanda
esta nau continental
cuja nobre façanha
é tão-somente
cumprir Portugal

A Itália é um membro superior
A axila é o Adriático
E lá ao fundo para lá da dor
está a Rússia no amor freático

Uma nádega está nos Alpes
a outra nos Pirenéus,
as duas, que as apalpes
para descortinares os véus
que farão com que a Sua volúpia
te eleve aos céus!

A Polónia é uma filha voluptuosa
A Lituânia é uma perna carnuda
Malta é só uma miúda
irreverente a airosa

O leito da luxúria é o Mediterrâneo
África é a sua amante
viçosa e escaldante
e o Nilo é o canal
vaginal
do prazer momentâneo

O Bótnia é uma lágrima
Os Balcãs são uma anca
A outra é a Escandinávia
uma dança, a outra manca

A Hungria e a Eslováquia
são o sangue que a percorre
A Áustria é a libido
que através do Danúbio
do seu corpo escorre

O Tamisa e o Sena são as veias
O Reno e o Meno, as artérias
Na Bielorrússia calça as meias,
na Córsega e na Sardenha
inspirada pela Alemanha
revê as nobres matérias
e usando a pena,
na Grécia onde escreve,
chama-se Helena!

Na Ucrânia abre-se a Eros
percorrendo a Floresta Negra
dá uivantes gritos sinceros
pois dá prazer a quem lhe pega
é um erecto dedo errante
vindo da vontade trespassante
da curvatura continental.
Esse amante
é Portugal.

A Holanda é uma virilha tenebrosa
A Dinamarca é o seu falo
A Finlândia é uma mama airosa
e a Suécia é um regalo
O umbigo é o Luxemburgo
tríptico linguístico de uma fonte tão tesuda
A fonte de tesão
é Amesterdão

A Roménia um coração
que pelos ímpios se apaixona
A Bulgária é a esquerda mão
que em Cirílico escreve
todos os tratados
de Roma

A Europa é uma musa adormecida
É uma deusa continental
No calcanhar pelos arautos do tio Sam,
foi ferida
vingar-se-á por Portugal

João Pimentel Ferreira


Serve-se assim…

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O Portugal de MEC

Recoste-se no sofá, beberique algo e goze estes minutos de fina ironia.



Finalmente, a verdade!

– Maaaaãe, o Pai Natal existe?

– Claro que não, vês algum presente?


Como a cultura de um povo é propriedade de alguns, o 1º de Dezembro vai deixar de ser celebrado

Miguel Vasconcelos é atirado pela janela do paço. A expressão defenestrado ou atirado pela janela é normalmente utilizada para referir traidores favoráveis a Espanha, embora noutros países também encontremos a expressão, como forma de matar usurpadores.

Ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, o que deve ter acontecido por volta das 07:00 horas entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda tudesca. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém. Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, já o duque de Bragança é Rei de Portugal.