À procura do tempo perdido

Não parece óbvia a conclusão de que mais valia deixar o tempo perdido irremediavelmente perdido? Por cada átomo de memória haverá sempre outros de esquecimento, falsa memória, manipulação, dissimulação.  A consciência está sempre refém de um eterno presente. Nunca está onde já esteve, nunca está onde ainda não esteve. E não há Teseus para o labirinto do tempo. Madalena só há uma e, no interior do labirinto, voltar a encontrá-la nunca passará de uma doce ilusão presa a um jogo de espelhos.

À la Recherche du Temps Perdu

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