Vendaval

Hoje está um vento literário. Daqueles que os escritores gostam de fazer soprar em dias de grandes redemoinhos na intriga ou na iminência de desenlaces trágicos. Eu, dada às catástrofes, gosto do vento. Do vento a sério. Aprendi na lírica medieval que o vento é masculino e, desde então, não tenho deixado de encontrar provas dessa natureza. Nada que se explique, obviamente, como não são explicáveis os vendavais provocados pela indiferença estudada de uns gestos corteses e firmes. Raros, está visto, como os dias de vento a sério num tempo em que o Inverno abranda e abdica da força doce a que foi destinado.

Ivone Costa

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